quinta-feira, 21 de julho de 2011

Não é nada

É o risco amarelo fundindo-se com o cimento em alta velocidade
É a idade ignorando o tempo
É o cheiro do tabaco impregnado no seu rosto
É a turbina do avião anunciando sua partida
É o vazio causado por não saber o que fazer
É a saudade que eu senti a minha vida inteira
É o sapato e a jaqueta desprezando a chuva
É a vontade de sentar aqui na calçada 
É o desprezo que eu tomo pra mim
É a sensação de ter te perdido em plena consciência
É o táxi trocado pelas pernas
É a anestesia mais viva que já senti
É o ato de rabiscar no folheto qualquer porcaria 
É a lágrima de mentira que só gera náusea

É a dor que não dói
É o engolir seco
É o nada.

2 comentários:

Fernanda disse...

(sobre o twitter:) poxa, era um dos meus prediletos...
você mora em SP né? poderia me ajudar numa coisinha? qual seu e-mail? ou então nandafpf@hotmail.com

Nádia C. disse...

"É o ato de rabiscar no folheto qualquer porcaria "

sei como é.