segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Conceitos

Bem, eu queria escrever algo bem objetivo pra explicar exatamente o que é isso e porque as coisas acontecem desse jeito tão covarde e ignorante mas eu descobri algo mais importante para falar: a vinda dos cães para o Brasil. 

Tá, mentira. 

Mesmo que eu quisesse falar sobre isso, me faltariam argumentos. A questão é que essa coisa de se sentir (foda-se a gramática, pelo amor de deus) com uma sensação de vazio, de nada e enfim, essa alienação que entope o cérebro e etc, é de uma compreensão completamente nula. Eu por exemplo, conversando com uma certa pessoa percebi que agora, nesse momento, eu deveria estar sei lá... Não é sofrendo, mas talvez frustrada e o motivo não importa. Aquele papo de "o conhecimento é uma tábula rasa" parece ser adequado para o que eu quero dizer, entende? Não, claro. Parece que os sentimentos regridem quando nos fazem mal e olha só, a única coisa que tá me fazendo mal é saber disso. É ter noção. Pensar que não há um sentimento completamente adorável e que ele é nulo na minha vida. Isso sim dói, não a distância, nem as intervenções cretinas da vida e muito menos a sua consideração de merda. Me preocupa.
Aí eu saio na rua e vejo porções deles de mãos dadas. Vejo e penso:

"Não é possível. Eu devo ser muito maluca ou eles são superficiais". 


As pessoas hoje em dia são tão assustadoras e é óbvio que eu tô no meio dessa sujeira toda. Eu vejo gente dizendo que vai se matar e anunciando isso no facebook. Eu vejo a necessidade dos outros de expor pro mundo aquilo que tá vivendo. E eu faço isso também. Além de tudo, eu quis amar o que certamente hoje em dia eu considero platônico, mesmo eu tendo tocado, visto, apreciado e afins. A gente alimenta afirmações e quando recebe uma única porra de negação, a realidade surge como purpurina. É esplêndida! É encantadora... E muito, mas muito desgraçada. Te puxa pelos pés e não tá nem ai se você tá manco, com o pé quebrado, torcido seja lá o que for. Ai ela senta do seu lado com a mão no seu ombro, consolando:

- Não fica assim. Eu logo vou embora.
- Não não. Quero que fique, por favor!
- Se eu ficar você não vive. Você só vai existir. 
- Eu prefiro... Não aguento mais tombo não.
- Tola... Tem tanta coisa pela frente ainda. Te visitarei muito.
- Mas eu sou tão apegada a você! Não vá!
- A gente vai se ver em breve... Enquanto isso nem vai lembrar que eu existo.
- Se o que eu vivo não é você, o que é então?
- Não importa. É o que faz valer a pena todas as suas expirações pro mundo.
- Você poderia trazer da próxima vez um colchão?
- Pra quê?
- Pra amortecer a queda...
- Tá bom. Tchau querida.
- Tchau realidade (filha da puta).

Ela te vira as costas, você acende um cigarro, arruma o cabelo, põe qualquer camisa, as botas e sai. Ai você encontra o rapaz do chapéu e ele fala pra você que alguém na corda bamba se desequilibrou e te pergunta "quem eu sou?". 

Um comentário:

Nádia C. disse...

"pessoas hoje em dia são tão assustadoras e é óbvio que eu tô no meio dessa sujeira toda."

moça! Eu lendo isso as 6 da manhã! freak? Estou tentando acordar...deu certo hehe.