segunda-feira, 23 de maio de 2011

Roda Gigante

Eu queria ser imune a tudo que eu sinto. Só sinto e sinto e chega! Me cansa o pulmão de tanto suspirar e os olhos de tanto procurar um foco para achar uma saída.  A vida tem base na paciência. Desde uma unha que quebra depois de 3 meses até um amor fisicamente distante. Paciência, Fernanda. Chego a transbordar isso.
Me torno até passiva em relação ao mundo e nessa brincadeira de que nada interfere e nem contribui, eu permaneço intacta. Sorrisos são inevitáveis, é verdade... Mas não são eternos... É como se uma manifestação de euforia me desse a impressão de ser duradoura, assim como os parques de diversão, ou um exemplo melhor... Assim como você aqui. Resolvo atribuir o que não é eterno à minha dor. Tudo tudo tudo... como se fosse um lixo. Um lixão. Não resolve.
Chega em um ponto onde a suposta verdade decide me mostrar os resultados finais do semestre. Não fico satisfeita e com os pés no chão, me assusto. Viro uma criança perdida no meio do tal parque de diversão... Com a mesma sensação. Nada me conforta e tudo me desespera, inclusive as pessoas até que no papel de mãe (porque o de pai eu desconheço), uma voz acalma. Está tudo bem agora, Fernanda.


Eu volto, vivo e enxergo o mundo colorido da minha maneira e supostamente, as pessoas ao meu redor tornam-se as crianças perdidas... Não posso ajudá-las... Não sei me ajudar. Sei brincar de faz de conta e quando eu morrer, quero fingir um cochilo... Sonhar e poder andar por ai descalça, sem nenhum perigo.

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