sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Volta

O senhor que navega em terras mornas
Desce descalço debaixo da luz remanescente
Instiga sete palmos acima de tudo
Perturba qualquer pranto que se diz meu.


Se em teu colo já não posso descansar
Me resta o horizonte refletido em lágrimas
Sinto saudade do que nunca foi real
Almejo sorrisos otimistas no próximo verão.


Você não vem mais abraçar esse pedaço de gente
É tudo distante nessa história de te querer
Faço cinco pausas diante dos sonhos
Preciso acreditar que sem você ainda tenho eu.


Quando não te desejo é porque te tenho
Mas agora é densa demais a minha dor
Aperta mil nós na garganta seca
Sei que não admito ver o amanhã sem sua moldura.

Um comentário:

Nádia C. disse...

"Preciso acreditar que sem você ainda tenho eu."

porra, Fernanda.

=D